Quem somosSer naturista é ...O nu na história da arteNaturismo no Brasil e no mundoLivro de visitasPerguntas e respostasLinksNossas fotosFale com a genteVenha participar!Retorna

 

 

 

 

 

 

 

Naturismo - A liberdade de ser feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

Dúvidas?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A liberdade de ser feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça o projeto do Gabeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dúvidas?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Naturismo - A liberdade de ser feliz

>>>  Filosofia Naturista


Filosofia Naturista

A NUDEZ NA HISTÓRIA

Até pouco depois do século XVI, a nudez era vista com a maior naturalidade. Em Israel, no tempo antigo, tomava-se banho completamente nu em fontes e jardins públicos. Também em Israel, nos tempos helênicos, a ginástica era praticada sem roupa alguma.

O próprio Francisco de Assis ficou nu em público, na presença do bispo Guido e do povo e não foi preso por atentado ao pudor. Santo Agostinho de Hipona, de grande influência maniqueísta, permitia às suas virgens tomarem banho público duas vezes por semana. O pintor Buonarotti, pintou totalmente nus, na Capela Sistina, Jesus, Maria e todos os eleitos, assim como todos os condenados, no quadro do Juízo Final. Mais tarde, um papa contratou outro pintor para "vestir" as pinturas.

As imagens de Cristo crucificado eram todas nuas, mesmo durante a época da Renascença (1350 - 1560). Mas a influência do maniqueísmo foi aumentando e criou-se a "cultura da vergonha". Do nu natural passou-se a tomar banho de camisolão. Criou-se até a camisola com buraco para os atos genitaise passou-se a praticar esportes de batina.

Com o maniqueísmo, veio a vergonha, a curiosidade e a malícia. O que era puro e natural, passou a ser perverso a ponto de gerar crimes, discórdias, tristezas, dispersão e esfacelamento.

Hoje não podemos negar que vivemos num mundo genitalizado e hedonista, que se projeta para o egoísmo, o desrespeito e até mesmo para o uso do ser humano como mero objeto, objeto descartável.

O Naturismo é um apelo, um caminho, um retorno aos valores humanos do natural, do bem estar do corpo e mente sadia. Ser natural e viver natural é ser livre de um bocado de coisas medíocres e alienantes. O Naturismo nos liberta, principalmente quando a nudez é praticada em grupos, pois altera os padrões emocionais, diminuindo o orgulho, os disfarces e até mesmo a hipocrisia. O Naturismo nos coloca quase na condição de criança, iguais a todo mundo, sem preconceitos ou maldades.

E, se observarmos bem, veremos que nenhuma pessoa nua é feia. Todos são bonitos: os altos os baixos, os gordos, os magros, jovens, velhos ou crianças. Existe algo de misterioso e lindo quando todos se fazem iguais junto à Mãe Natureza. E como é salutar estar nu junto à natureza! Francisco de Assis, no meu ver, é o "Patrono do Naturismo". Ele bem entendeu o que é a integração do homem com a natureza. Ele foi o primeiro naturista assumido.

Adauto Felisário Munhoz, São Paulo/SP


O NATURISMO E A FAMÍLIA

Hoje, é cada vez maior o número de pessoas que aceitam a nudez com naturalidade, mas ainda muitos pais sentem uma certa angústia e tensão ao se despirem diante dos filhos.

A criança tem uma capacidade de observação e de apreensão da realidade bem maior do que os adultos imaginam e percebe esta "linguagem não verbal" que mostra os pais tencionados no ato de se despirem, como se estivessem fazendo algo inusitado, com conotações de proibido.

Esta atitude, negativa certamente, aos poucos irá fazendo com que a criança - que aceita o seu corpo de forma inquestionável - comece a perceber que os adultos usam roupas para esconder algo - e o que se esconde é feio, o condenável - e através do processo de aprendizagem e assimilação incorpora estas tensões e passa a sentir vergonha do próprio corpo. Introjeta o opressor e perde a pureza original e a naturalidade que caracterizava o contato que tinha com o próprio corpo.

É assim que a família reproduz e perpetua normas de comportamento
e padrões culturais negadores da vida.

Esta é uma das maneiras através das quais a sociedade escreve nos corpos
dos seus membros seus códigos e valores.

Eu não diria que a família naturista está imune ao mal. Tem mais chances de acertar, de criar seus filhos num ambiente sadiamente natural, mais livres das opressivas e inibidoras convenções sociais.

O importante é que os pais naturistas aceitem o natural naturalmente.
O ato de despir-se frente aos filhos deve ser algo natural quanto o é o ato de beber ou almoçar em família. Eu bebo quando tenho sede, eu como quando tenho fome, eu me dispo quando tenho vontade de ficar nu.

Se você está em harmonia com o seu próprio corpo certamente os seus filhos
crescerão encarando o nu com naturalidade. Note-se, entretanto, que nada deve ser forçado. Você nunca deve impor a seus filhos o seu ponto de vista. No universo cada coisa segue um ritmo próprio e nem todas as árvores florescem ao mesmo tempo.

Mais vale o exemplo. E a criança entenderá, na devida hora, que a nudez é o estado natural do homem e não sentirá vergonha do corpo nu.

Dizem que uma das funções da família é preparar os filhos para o convívio social. Eu acrescento: e para serem felizes! E a felicidade começa pela aceitação do próprio corpo.

Um dia minha filha me perguntou: - Pai, por que poucas pessoas pensam como você? Respondi: - Porque muitos não entenderam a obra divina.

Deus nos pôs nus no mundo e se assim o fez sancionou a nudez no ato da criação.
A roupa é a cultura, o nu obra do Criador
.

Edson Medeiros
Sociólogo do Centro de Estudos Naturistas


NUDOTERAPIA EM TEMPO INTEGRAL

Nada mais natural que o Naturismo, e, se viver naturalmente é algo saudável e enriquecedor, o Naturismo tem muito a oferecer.

Sabe-se hoje - e diversos estudos foram feitos sobre isso - da importância de encararmos com naturalidade a nudez, de permitirmos aos nossos corpos o contato pleno, sem barreiras, com o fluxo da vida. Tocar e deixar-se tocar. O ar, o sol, o vento, o contato com o outro e com nós mesmos. Recomeçar. Reaprender a vida, sem os preconceitos e tabus que, ao longo dos séculos, cercearam a nossa liberdade corporal, tolheram a espontaneidade e nos levaram a um estranhamento em relação ao próprio corpo.

Como diz A. Gaiarsa: "nossos corpos estão fechados de medo e de raiva, porque não puderam sentir felicidade nem prazer. Na verdade, porque não sabemos sentir o corpo.

"A única terapia autêntica, profunda e genuína é recomeçar a sentir o corpo inteiro -
com prazer inerente a esse sentir, prazer diverso, conforme a ação diversa, prazer diferenciado, prazer sem culpa, sem ansiedade e sem raiva."

O processo de distanciamento em relação ao próprio corpo começa logo cedo.
No berço. Impõe-se às crianças o uso de roupas inadequadas, muitas vezes desnecessárias, que limitam os movimentos, reduzem a auto-estimulação e aumentam o isolamento. É de importância fundamental repensarmos este aspecto da nossa cultura.

Os bebês gostam de ficar nus. Por que vesti-los, mesmo quando demonstram claramente o desejo de permanecerem despidos? Irwin e Weiss, em "The Effect of Clothing and Vocal Activity of the Newborn Infant", enfatizam que os bebês vestidos apresentam índices muito menores de atividade do que quando estão sem roupas e indagam se esta redução na atividade é decorrência da diminuição da auto-estimulação, de uma perda na recepção de estímulos externos, do possível alívio das contrações da fome ou se seria conseqüência da limitação mecânica imposta pelas roupas.

Em verdade, estes quatro fatores interferem, mas, possivelmente, na opinião
de um outro estudioso do assunto, Ashley Montagu ("Tocar-o significado da pele humana"), o fundamental é o isolamento que as peças de vestuário representam em relação aos estímulos vindos de fora. Assim, há um distanciamento do mundo, uma restrição aos estímulos e sensações táteis, ainda no berço.

O mesmo Montagu destaca que "uma das conseqüências do hábito de usar roupas desde o início da infância é que a pele deixa de desenvolver a sensibilidade que teria naturalmente, se não se tivessem usado habitualmente roupas". E conclui: "As roupas interrompem muito a experiência das sensações agradáveis vindas pela pele; por isto, a atual atitude de usar poucas roupas pode representar tentativas de gozar experiências que tenham sido anteriormente negadas".

Porque vivem cobrindo-a de roupas, a criança, com o passar dos anos, perde aquele contato natural que tinha com o próprio corpo, estabelece áreas proibidas de serem tocadas sem fortes sentimentos de culpa e corporifica os tabus que permeiam as relações táteis. Distancia-se do seu próprio corpo e do corpo do outro - que também é um território proibido. Ou seja, carícias são negadas, afetos são reprimidos. Em contrapartida, incorpora ansiedades e temores, que vão se manifestar em tensões musculares crônicas, tão bem descritas por Reich, e que, num certo sentido, irão determinar o caráter e a percepção que terá do mundo
e das coisas ao atingir a fase adulta.

É esta visão distorcida do homem em relação ao próprio corpo,
e que tão cedo começa, que o Naturismo pretende mudar.

O Naturismo procura enfatizar que para sermos mais ternos e amorosos antes de
mais nada temos de aceitar o nosso próprio corpo, naturalmente. Se não nos amamos,
como poderemos amar aos próximo? Se não aceitamos o nosso próprio corpo,
como poderemos aceitar o outro? Se interrompemos o fluxo da vida,
como poderemos vivenciar as emoções plenas do viver?

Resgatar o próprio corpo, redescobrir a vida - tal é a finalidade do Naturismo.
O Naturismo é reeducação na medida em que denuncia os tabus e os preconceitos,
a falsa moral, a hipocrisia e os valores negadores da vida. Cria uma nova moral ao estabelecer que todos têm direito à felicidade, que fomos feitos para sermos amoráveis, com nós mesmos e com os outros.

O Naturismo é terapêutico na medida em que ele dá chances de você
"ficar de bem com o seu próprio corpo", na medida em que ele permite a você redescobrir e vivenciar plenamente os estímulos e sensações táteis que foram negadas à sua pele, na medida em que, ao tirar a roupa, você também está se despojando dos papéis e das posições sociais e se igualando aos demais. Além disto você terá a oportunidade de questionar a vida por inteiro, as relações
estabelecidas com os que lhe são próximos, ver e aceitar as pessoas como elas realmente são, descobrir que a beleza não se restringe aos corpos padronizados pelas revistas e Tvs.

Alex Comfort, em "ABC do Amor e do Sexo", nos diz: "É lamentável que tenham nos ensinado a sentir vergonha do corpo nu. Uma pessoa nua sente-se bem
e o seu aspecto é agradável; até as pessoas feias ficam melhores, e não piores, sem roupas.

"Impedir que as pessoas fiquem nuas, ou que vejam as outras nuas, é uma indústria
que emprega centenas de policiais, investigadores, promotores, etc. E isso é um absurdo.

"Tirar a roupa na companhia de outras pessoas significa vê-las como elas realmente
são, e deixar que elas vejam como você é, sem qualquer artifício...

"Atualmente, muitos adultos andam nus dentro de casa e não ficam se escondendo atrás de toalhas. Isso ajuda as crianças a saberem qual é o aspecto do corpo dos adultos...

"É bem provável que, ainda nesta época em que vivemos, as pessoas deixem
de criar tanta polêmica em torno da nudez.

"Os "nudistas" costumavam falar maravilhas da sensação de poder se deitar ao sol
e se bronzear por completo, afirmando que era isso que os fazia sentir tão bem. Provavelmente, na verdade, esse bem-estar era provocado pelo fato de poderem se livrar das velhas bobagens segundo as quais a nudez é indecente ou vergonhosa."

São estas "velhas bobagens" que o Movimento Naturista procura descartar através de uma vivência saudável e harmônica, com o próximo e a natureza. O naturista tem por princípio não se envergonhar da obra do Criador.

Aceita o corpo do homem, feito "à Sua imagem e semelhança", sem restrições,
e julga refletir, assim, o anseio da humanidade por uma vivência mais plena.

Este é o grande valor terapêutico da prática naturista.

"A expansão do movimento nudista quase que certamente reflete o desejo de maior liberdade e comunicação por meio da pele. É muito interessante que isso assuma
a forma de comunicação visual através do exame do corpo desnudo.

"Todos os nudistas são unânimes quando afirmam que isto reduz muito a tensão
sexual e é de grande valor terapêutico geral", complementa A. Monatagu.

A expansão do Movimento Naturista a nível mundial - hoje são cerca de 40 milhões de praticantes em todo o mundo - é a expressão de uma nova consciência que se revela
e se manifesta conclamando à vida. Resgatar o corpo para resgatar o homem, resgatar o homem para recriar a vida.

Edson Medeiros
Sociólogo do Centro de Estudos Naturistas

 

NATMG


Copyright © NATMG // Associação Naturista de Minas Gerais - Belo Horizonte - Brasil - 1.998
Todos os direitos reservados